O Encontro com Paisagens e Pessoas propõe-se como um espaço de reflexão, descoberta e partilha em torno da relação entre cinema, território, paisagem, identidade e comunidades. Através de uma programação que combina filmes, conversas e visitas guiadas, o evento procura explorar a paisagem não apenas como cenário, mas como uma construção viva, moldada pelas pessoas que a habitam, transformam e preservam ao longo do tempo.
10H00 | Cinema e Paisagem 1
de Manuela Serra (Portugal, 2022, 84 minutos)
O quotidiano silencioso de uma aldeia do Norte, Lanheses, acompanhando a vida de várias famílias marcadas pelo trabalho no campo, pelos rituais religiosos e pelas tradições. Ao longo de um dia, mostra gestos ancestrais, a ligação à natureza e o ritmo lento da vida rural. Entre essas pessoas destaca-se Isabel, que olha para o futuro, contrastando com os restantes habitantes, para quem viver é simplesmente seguir o ciclo da existência. A obra reflete sobre a passagem do tempo, os valores, os silêncios e a permanência das tradições.
13h00 | Almoço
14H30 | Cinema e Paisagem 2
Visita a Corno do Bico e ao Centro de Educação e Interpretação Ambiental.
20H00 | Jantar
21H30 | Cinema e Paisagem 3
de José Luis Guerin (Espanha / França, 2025, 122’, M/12)
Num bairro periférico, onde os mundos rural e urbano se encontram, as casas dos primeiros migrantes que chegaram no pós-guerra coexistem com os novos quarteirões da cidade- dormitório, lugar onde se concentra a mais recente vaga migratória. Este humilde recanto é agora uma autêntica aldeia global. Histórias do Vale Bom é uma soma de construções, conflitos sociais, geracionais e identitários, urbanos e ecológicos, mas também um olhar sereno e humanista sobre o mundo atual. José Luis Guerin filma um microcosmo humano com infinita ternura.
10H30 | Cinema e Paisagem 4
de Graça Castanheira (Portugal, 2012, 35’)
Baseado em: ensaio “A Rua da Estrada” de Álvaro Domingues
de João Gomes (Portugal, 2023, 28')
Ruben apresenta Clara ao Couto Mixto, outrora um estado independente de identidade híbrida galega e portuguesa. Foi lá que Sara, irmã de Clara, teve um momento de rara tranquilidade antes de morrer. Cento e cinquenta anos após a sua extinção, os habitantes locais ainda celebram o velho estado, e o seu hino canta a glória de “um pedaço inteiro de terra semeado de esperança, uma enteléquia libertária”. Ruben e Clara tentam mergulhar na sua mística, sentir o seu conforto, e procurar os ecos do passado.
13h00 | Almoço